terça-feira, 15 de maio de 2012
Jim Morrison - as portas, a percepção e o infinito
domingo, 6 de novembro de 2011
Lançamento de livro sobre Jim Morrison
Título: Lendo Nietzsche e Artaud nos anos 1960
Autor: MACHADO FILHO, Lino Clodoaldo
Orientador: AMARAL, Márcio Tavares d'
quarta-feira, 8 de junho de 2011
A poesia de Jim Morrison é estudada na França
Universidade de Toulouse-le-Mirail - França
domingo, 13 de fevereiro de 2011
Jim Morrison como reencarnação de Dionísio
Adaptação: Ana Welt
I. O Deus do Rock:

Aqui estão apenas algumas citações de músicas de Morrison e poesia, onde o escuro desliza através do dionisíaco místico:

Existe um estranho fascínio tentador evocados por fragmentos de antigos mistérios pagãos: as trevas e a luz, a agonia e o êxtase, o sacrifício e a bem-aventurança, o vinho e os ouvidos do grão (Fungos alucinógenos). Para os antigos era o suficiente para saber que há portas para uma dimensão secreta que poderia abrir para aqueles que sinceramente procurou. Tais esperanças e necessidades não desapareceram com o tempo. Jim Morrison conhecia isso. Morrison foi a primeira estrela do rock a saber falar das implicações míticas e poderes arquetípicos do rock 'n' roll, sobre as propriedades ritualísticas num concerto de rock. Para isso, a imprensa o chamou de pretensioso:
Jim sabia que eles estavam errados, mas não discutiu. Jim sabia que a música é magia, o desempenho é um culto, e ele sabia que o ritmo pode libertá-los. Jim era muito consciente da importância histórica do ritmo e da música no ritual para os shows ser apenas acidental.
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
JIM MORRISON: RITUAL E A FORÇA DO MITO
Além disso, em termos etnográficos, sob a premissa de que símbolo remete ao mito e, portanto, o rito (Melichar 1996:89), foram obtidos dados de campo no cemitério Père Lachaise para assinalar o aniversário da morte de Morrison, em 03 de julho de 2001, registrando aspectos tanto da parafernália cerimonial e associado com o ritual como motivações e interesses daqueles que foram ao túmulo do herói nessa ocasião.
A hipótese sobre as ações dos fãs de Jim estão no túmulo onde os seus restos mortais se encontram, eles são feitos rituais que são realizados em uma base cíclica, além de Lizard King sobre a construção de uma série de narrativas que se constituem como versões diferentes de um mito. Por mito se entende aquilo que se opera no discurso meta-histórico no qual sinais tornam-se portadores de significados simbólicos. Os eventos reais ou personagens como símbolo (Navarrete, 1999: 245). Em outras palavras, "O mito tem sua língua e aparece na forma narrativa com arguição, tem estilo. Muitas vezes, porém, a beleza tem um história cultural, e a distribuição cultural é contraditória da instituição cultural e como tal, tem funções e significações psicológicas social e religiosa. "(De Waal 1975:209 - 210). O sentido do mito como representação da unidade imaginária e identidade, as influências das práticas sociais dos fãs do Lizard King, fornecendo uma imagem e um sentimento da unidade, independentemente da idade, nacionalidade e posição ou status (cf. Shantz 2000), que reflete não só no engajar e interação diária, mas também através da sua participação em rituais, como ocorre anualmente em Père Lachaise, ou nos encontros de Saraus, livrarias, comunidades na internet, etc.

Estes são os princípios que fizeram da vida de Morrison uma figura importante, um herói em plena efervescência ante um mundo que parecia largar a própria pele, enquanto o Rei Lagarto propunha a metamorfose das velhas formas engessadas, cristalizadas e, portanto, "guia" do labirinto. Após sua morte, as mensagens polissêmicas que Jim deixou continuam seu percurso histórico, sempre emitido, tanto por suas ações e significados, contribuições para a sua validade e confere atribuições extraordinárias, em alguns casos podem ser classificados como místicas.
A história da vida de Jim Morrison é inerentemente complexa em muitos aspectos, o que muitas vezes torna difícil de entender em detalhes, inclusive com referência à sua morte. Sua vida foi cheia de acontecimentos importantes para todos envolvidos nos levantes dos anos 60. E ainda dá sentido e relevância para fornecer pontos de referência de um discurso contra as normas estabelecidas, na busca da liberdade.
A morte dá lugar à imagem e é mantida viva no padrão das substituições, transformando e promovendo-a em efígie, junta-se ao panteão das religiões, o caráter, o modelo, que dá significado e que será atribuído e concebido como um herói, moldado em imagem, configura-se e é endeusado e se tornou símbolo (Augé2001:32).
No cemitério de Père Lachaise a tumba do rei lagarto constitui-se uma área, um local sagrado, que é praticamente desprovida de símbolos, que carece de elementos icônicos especiais, exceto a placa de bronze colocada em 1991, com uma inscrição em grego antigo*, cujo significado escapa aos fãs que se reúnem lá. Consequentemente, as manifestações de culto envolve a tentativa de "construir" mediante elementos de materiais, um espaço especial. Então, coloque-se a parafernália pesada utilizada no ritual, que é uma série de representações icônicas do uso de espaço que continuamente resacralizam os que chegam ao local e são participantes de uma religião secular que se expressa, ademais, por não ser formalizada, além de ser mais discursivamente em graffiti e que, dialeticamente, é formalizada pela ação reiterativa, repetitiva, estruturadas pelos fiéis a Morrison que, desta maneira, estabelecem uma conexão com o deus-homem, com seu espírito e com a sociedade. Essas atividades, aparentemente públicas, tem sentido e significado dependendo do contexto e das atividades previas ai desempenhadas e de seu significado preestabelecido, baseando-se em signos codificados e cujos significados são descodificados.
copiado do blog: www.heldercolavitemodesto.blogspot.com
.
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Formação de Jim e Ray
Um aluno exemplar que sempre falava nas horas erradas e que tinha o desenho como hobbie; esboços grotescos e complicados tingidos numa aura de sexualidade aliado à colagens de histórias em quadrinhos retiradas dos jornais. Gênio precoce! Sabia tudo sobre literatura e poetas, elevando seu conhecimento a altura de seus grandes mestres. Devorou Nietzsche, Céline, Rimbaud, Antonin Artaud, Lautreamont, Gérard de Nerval, Colin Wilson, Jones T. Farrel, Lovecraft, Plutarco, Baudelaire, Heidegger, Sartre, Michael McLure e outros escritores “beat” ou malditos. Balzac e Freud, Gustave Le Bom Normam Oliver Brown, Joseph Camppbel o influenciariam e vários livros ingleses de Demonologia dos séculos 16 e 17. Antes de iniciar na Faculdade de cinema Já na UCLA, no departamento de cinema, atuou em peças teatrais, andou pelas alamedas do campus e estudou longas horas sozinho em seu pequeno apartamento ou nas bibliotecas, passou o tempo escrevendo ensaios sobre o cinema que mais tarde seriam publicados em seus livros. Num belo dia de sol, depois de se graduar em cinema, Jim e Ray se reencontram. Esse fato irá mudar a trajetória dos dois. Ray comenta: "O Jim e eu licenciamo-nos na UCLA, no departamento de cinema em 1965 – ele com um bacharelado e eu com um mestrado. Ele disse que se ia mudar para Nova Iorque e eu pensei que nunca voltaria a vê-lo. Quarenta dias e 40 noites depois, quase biblicamente, estava sentado “Que andas a fazer?», respondi «Nada, meu. E você?». «Tenho andado a escrever canções». Isto chamou-me logo a atenção e então disse-lhe «Senta-te, e canta-me uma dessas canções». Ele era muito tímido e tinha uma voz muito suave, como a do Chet Baker. A primeira canção que cantou foi «Moonlight Drive», e assim que ouvi a letra, «Let's swim to the moon, let's climb through the tide, penetrate the evening that the city sleeps to hide», pensei «Uau, meu. Psicodélico... Jim já havia me contado que queria ser escritor, sociólogo, queria escrever peças”. Bibliografia consultada MANZAREK, Ray. Light My Fire – My Life With The Doors. The Poet In Exile. RIORDAN James & Jerry Prochnicky Break on Through: The Life and Death of Jim Morrison, 1992. JERRY HOPKINS DANIEL SUGERMAN. Daqui ninguém sai vivo. MODESTO, Helder. O Navio de Cristal – Uma interpretação da vida e das obras literária e musical de Jim Morrison.
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
Jim Morrison pela Professora Menocal - da UNIVERSIDADE DE YALE
Quando as portas do Teatro Aquarius, no Sunset Strip, em julho de 1969, abriram-se, Morrison - barbudo, meio gordo e de óculos laranja pequeno - surge lendo em voz alta um poema que ele havia escrito após a morte recente do guitarrista Brian Jones, dos Rolling Stones. Cópias do poema foram jogadas para a multidão.
Como observa Menocal, 37, há uma nota triste para o surgimento do poeta Morrison: A maioria das livrarias colocar sua poesia em suas seções de música. Os livros também são publicados sob o nome de Jim Morrison e não James Douglas Morrison.
O motivo, admite Pedro Villard Gethers, é "vendem mais".
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Dificuldades e Clichês de Oliver Stone
Ébrio, letrado, infinitamente talentoso, Jim Morrison (1943-1971) foi o poeta romântico do rock na década do flower power. Com seus Doors, incendiou multidões ao dançar como um pele-vermelha e gritar seus versos de imagens fogosas e dionisíacas. Cabelos longos, lábios carnudos, não à toa que foi apelidado de “Rimbaud dos anos
Stone é um historiador competente e bom narrador, mas não tem nada de genial ou perigoso (como certa parte da imprensa o pintou). Foi extremamente feliz na seqüência em que mostra o encontro de Morrison com o glacial e estranho Andy Warhol (Crispin Glover, perfeito) e sua corte mundana da Factory. E ao registrar um certo túmulo pichado e florido no cemitério francês Pére Lachaise, onde o poeta dissoluto e pagão repousa ao lado de Balzac, Oscar Wilde, Marcel Proust e Edith Piaf, entre outros nomes divinos. O home que escreveu que “enquanto o corpo é devastado, o espírito fica mais forte”, certamente descansa em ótima companhia.
Antonio Querino Neto – Revista Set, 1991. Antonio Querino é especializado
CURRICULO DE JIM
Ray Manzarek, em entrevista concedida em Portugal(2008), afrma que sempre recorda de Jim como uma pessoa «assustadora», «fora do comum» e «estimulante».
"Jim era letrado e culto. Seu curriculo chama a atenção pelo que realizou: poeta, escritor, pensador, cantor, cineasta e *ensaista, e estava "escrendo uma ópera", conforme relata John Densmore, quando estava em Paris.
Jim escreveu um *ensaio bastante hermérico, publicado na revista Eye. Na Época da sua publicação, final dos anos 60, o artigo de Jim chamou muito a atenção pelo hermetismo e pela profundidade abordada no artigo, ou seja, o "Olho".
Jim, para quem já esqueceu ou não sabe, escreveu um conto em que o personagem "Billy" anda a pedir boleia pelas estradas. Billy se mete em muitas encrencas, até que é preso e condenado, pois comete assassinato. O conto evoca a idéia das viagens, andar a boleia...vagabundear, são termos que fazem parte do contexto dos anos 60/70, mas vai além, muito além; remete-nos aos arquétipos das grandes viages, dos grandes livros de lietartura, desde a Odisséia, A Divina Comédia, Cervantes, etc, etc.
O conto de Jim traz um personagem que vagueia, vagueia, mas não sabe como imprimir um sentido à sua liberdade, pois acaba por cometer assassinatos e vai para a cadeia, lugar privado daquilo que ele (o personagem) não queria. Isso nos faz lembrar de Alberto Camus, no seu "O Estrangeiro".
Jim fora muito preocupado com a liberdade, e isso se reflete profundamente em toda a sua obra. Por meio dessa personagem e por muitas outras que Jim criara, todas estão sempre enlaçadas na condição humana, sempre atreladas aos conflitos inevitáveis, mas sempre presas à condição de ter que dar um sentido a própria liberdade.
DEPOIMENTOS SOBRE JIM MORRISON
"Ele era um intelectual clássico. Ele tentou, à sua maneira, ser um Renascentista (...). Ele admirava o pensamento de Da Vinci. Eu nunca o vi sem um livro, fosse lendo ou escrevendo um. Ele era um literato".
Paul Rotchild
"A experiência de tocarmos juntos era tão intensa, tão forte...que não precisávamos fugir da realidade do dia a dia e ficar doidões".
Ray Manzarek
"Jim sempre gostou de testar as pessoas, de testá-las como ele testava suas fronteiras pessoais. Gostava de descobrir as fronteiras das pessoas que o cercavam. Apertava todos os botões internos, os da motivação para descobrir onde estavam seus muros".
Paul Rotchild
"Ele viveu 50 anos de vida em 4,5 de palco. Ele se deu por inteiro e não pediau nada em troca, a não ser: 'leiam minhas letras'. Eu o estou elogiando por chegar ao limite porque alguém tinha que fazer isso para nós, os covardes".
Jerry Hopkins
"Jim queria ser poeta. Não é fácil ser reconhecido como poeta ou ganhar a vida como poeta na América de hoje. Muito poucos conseguem isso. Acho que ele viu isso, e acho que essa tenha sido a única razão, mas acho que ele viu no Rock'n roll uma plataforma para o que queria mostrar como poeta".
Jerry Hopkins
"Jim Morrison é alguém que eu talvez tenha conhecido tão bem quanto qualquer um. Mas ainda há muito sobre ele que eu não pude descobrir".
John Densmore
"Jim Morrison é o perfeito herói mítico de nosso tempo: parte Dionísio, parte Orfeu, parte Fausto. Ele é uma “porta” para o infinito jogo da aventura humana.
Entre o seu nascimento e sua morte existe um mundo terrivelmente abismal. Foi assim que ele se definiu: “Pode-se dizer que é por mero acaso que estou realizando o que faço. Mas, na verdade, sinto-me agora como um arco lentamente tendido por mais de 22 anos que, de repente, arrojou a sua flecha. Sou sagitariano e nada em astrologia pode-se comparar a este signo: o centauro, o arqueiro, o caçador. Mas o que realmente interessa é que somos os Doors! O mundo que estamos propondo consiste num novo tipo de Oeste selvagem”.
Alberto Marsicano - Formado em Filosofia pela USP, escritor, tradutor, autor de vários livros, citarista.




